Crônica

Becoming Adult

A partir de que momento passou a desacreditar em contos de fadas? A ver que a vida não era essa beleza toda que as pessoas costumam prometer? A perceber que a cada dia parece mais solitário e abandonado? Bem, isso parece a tão aclamada adultez.

Quando somos crianças temos essa vontade incontrolável de querer crescer, de querermos ser somente nós mesmos. Parece que que no final das contas não é bem assim, não é? Ainda nos submetemos a tanta coisa, mesmo sabendo o que fazemos, e as consequências dos nossos atos – tanto a nós mesmos quanto aos outros. Será que, no fim das contas, só crescemos em tamanho? Será que no fundo de nossas cabeças ainda somos aquelas crianças perdidas em seu próprio mundo?

O que você faria se pudesse encontrar sua criança interior? Será que ela é cheia de arrependimento, ou ela é orgulhosa de quem é hoje? Talvez não seja uma pessoa a quem quer encontrar, não é?

Estamos tão imersos em nosso presente e no imediatismo que esquecemos de refletir, pensar e planejar. Somos escravos do agora. Isso nos faz fugir de quem realmente somos, de que precisamos e de nossas próprias vivências. Capitalismo? Talvez. Mas além disso, egoísmo.

O mundo dos adultos nos exige valorindependênciaindiferença. Quando somos crianças, aprendemos que devemos dividir, quando somos adultos aprendemos a competir. Que dividir te faz um trouxa, te faz fraco. Você precisa só pensar em si mesmo e esquecer do mundo, afinal é isso que ele vai fazer com você.

Amar e ter empatia são atos de resistência. 

Se tornar adulto é o sonho de alguns e o medo de outros, mas é inevitável. Se somos inocentes quando crianças e rebeldes quando adolescentes, quando adultos nos tornamos estáveis. Vivemos um dia por vez, cegos pelo sucesso e pelo comodismo. Quando iremos aprender que nada na vida pode ser eterno?

Tudo antes era melhor, a vida antes era mais feliz, tínhamos mais sorrisos do que lágrimas. Depressão? Ansiedade? Nem sabíamos da existência disso. Éramos contentes e sequer tínhamos consciência disso. E mesmo assim sempre queríamos mais do que a vida nos dava, nunca era suficiente.

Um ser adulto é um ser nostálgico. 

Por fim, é só mais uma fase. Ainda temos muito o que viver, somos jovens adultos meio perdidos. Almas tentando encontrar seus caminhos por si mesmas, talvez pela primeira vez, se preparando para o mundo à frente.

 

Preparem-se para as desilusões.

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